sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO - LIÇÃO 1 - 1º TRIMESTRE 2014 - JOVENS E ADULTOS

Imagem do site: www.apazdosenhor.org.br

INTRODUÇÃO  

I. O LIVRO DE ÊXODO 

II. O NASCIMENTO DE MOISÉS 

III. O ZELO PRECIPITADO DE MOISÉS E SUA FUGA  

CONCLUSÃO   

A peregrinação do povo de Deus  

A peregrinação dos patriarcas e a do povo de Israel antecipam o chamado à peregrinação da Igreja    

Por Cesár Moisés   

Tentar escrever exegeticamente sobre o livro de Êxodo em tão sucinto espaço seria irresponsável. Analisá-lo teologicamente, nessa mesma dimensão espacial é, igualmente, uma tarefa impossível. Para uma leitura aprofundada sobre o Êxodo, indico, da CPAD, duas excelentes obras: História de Israel, de Eugene H. Merrill e, Tempos do Antigo Testamento, de R. K. Harrison. Ambas são fundamentais para se entender o contexto social, político, cultural e religioso da formação de Israel. Não obstante o fato de os meus objetivos serem modestos, cansado de ser óbvio, inicio essa reflexão disposto a andar por caminhos não antes palmilhados e radicalmente viscerais. E não o faço por qualquer outro motivo senão o de valorizar o relato da peregrinação de Israel durante quatro décadas pelo deserto, e o que tal trajetória significa, metaforicamente, para nós que cremos, e que, por isso mesmo, “andamos por fé e não por vista” (2Co 5.7). 

Abraão — O peregrino paradigmático 

Apesar do grande historiador romeno das religiões, Mircea Eliade, ter provado que o tempo linear não é uma invenção dos judeus e das religiões chamadas proféticas (judaísmo, cristianismo, islamismo), pois tal noção já era conhecida pelo zoroastrismo persa, não se pode ignorar que a decisão de Tera em sair de sua terra para Canaã, apesar de interrompida por causa de sua morte, pôde ser continuada através de seu filho Abrão (Gn 11.31,32). Tal decisão em busca de viver algo diferente do que havia em Ur, é uma forma de romper com o fatalismo do tempo cíclico, ou do eterno retorno, que matinha todos os povos da antiguidade numa imobilidade mórbida, apenas esperando o que o “destino” reservava a cada um, isto é, nada podia ser mudado, tudo seria como sempre foi em um ciclo milenar. 

Se o plano pessoal do patriarca não era residir em Canaã, e sua saída de Ur se deu apenas para seguir Tera, o fato é que após a morte de seu pai em Harã, Deus aparece a Abrão e lhe chama, encorajando-o a prosseguir a viagem (Gn 12.1-9 – Raciocínio diferente encontra-se em Atos 7.2-4). A autorrevelação divina instaura, para Abrão, a possibilidade de romper a “roda” fatalística. Ao menos para ele, pela primeira vez, aparece a possibilidade de ter contato com uma divindade não material como as que seu pai adorava (Js 24.2). Uma divindade que não se circunscrevia a um local, pois não pertencia a religião alguma. Como podia ele, em meio a um panteão de deuses, saber, com certeza, que a divindade que se revelara era o “verdadeiro Deus”? Abraão não sabia, ele creu (Gl 3.6). Por isso, Paulo afirma que todos os creem são “filhos de Abraão” e que, portanto, “aqueles que têm fé são os abençoados junto com Abraão, que acreditou” (Gl 3.7-9).
 
Essa única promessa que instruiu Abraão, também foi repetida a Isaque, fazendo este peregrinar (Gn 26.1-25). Posteriormente a promessa foi estendida a Jacó que, por sua vez, também peregrinou (Gn 28.10—50.26). Inseridos no Egito através de José, as setenta pessoas da família de Jacó — já tornado Israel —, transformaram- -se em um populoso contingente, conhecido como “hebreus” (Gn 40.15; 43.32; Ex 1.16; 2.6). Este numeroso povo também permaneceu instruído, durante longos 430 anos, por essa única promessa dada pelo Senhor aos patriarcas (Gn 50.24,25; Ex 13.19; Hb 11.22). 

O reino de sacerdotes peregrinos 

O último estágio da peregrinação a ser aqui sucintamente considerado, subdivide-se em três períodos de quatro décadas cada um compreendendo os 120 anos da vida de Moisés, o principal protagonista do Êxodo (At 7.23,30; Ex 16.35; Dt 34.7). Na primeira fase, Moisés troca a estabilidade de quatro décadas no Egito pela incerteza de outras quatro décadas no deserto de Midiã que constituiu a segunda, e decisiva, fase de sua vida (Hb 11.23-26). Nos quarenta anos finais de sua trajetória, Moisés foi provado até as últimas consequências, tendo finalmente a “recompensa” de apenas contemplar a Terra Prometida (Dt 34.1-4). 

A questão a destacar, e que parece não ter sido entendida, é que Deus não chamou o povo de Israel para exercer um papel hegemônico e imperialista sobre as demais nações. A promessa dEle a Abraão foi de que através da descendência do patriarca todas as famílias da Terra seriam benditas (Gn 12.3). Justamente por isso Deus disse a Moisés que uma vez que toda a Terra era propriedade dEle, se os israelitas ouvissem a sua divina voz e guardassem a sua aliança, eles seriam um reino de sacerdotes e uma nação santa (Ex 19.5,6). Como se sabe, Israel não entendeu esse papel a ser desempenhado e confundiu responsabilidade com privilégio, representatividade com regalia e bondade divina com mérito pessoal. O resultado foi o cativeiro e o desterro.

Não obstante a falha do Povo Escolhido, Paulo diz que “tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti” (Gl 3.8). Todos os que, pela fé, creem no Evangelho, são filhos de Deus e descendentes do crente Abraão: “Não há mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo. E se vocês pertencem a Cristo, então vocês são de fato a descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3.28,29). Isso, mais uma vez, é preciso advertir, não significa privilégios, mas responsabilidades; não visa uma teologia da substituição, mas um dever sacerdotal. Como afirma o apóstolo Pedro: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (1Pd 2.9,10). 

Para não concluir 

Mais do que conhecimento histórico e informações geográficas sobre o Êxodo, acredito que a grande lição desse trimestre é compreender o caráter transitório dessa nossa realidade. Aprender a contentar-se com o ordinário e não viver à cata de milagres, alegrar-se com a porção diária sem lamentar por não ter mais do que realmente precisamos, não ver-se como privilegiado, antes desapegar-se de tudo aquilo que — todo o mundo sabe — não nos acompanhará além do que a nossa peregrinação terrena permite. Tal deve ser assim se realmente queremos que a ética do Reino de Deus prevaleça em, e através de, nós (Mt 5—7). Isso significa, como afirma Carlos Mesters, transformar numa unidade a “vida vivida” e a “palavra escrita”. Mas para isso, é necessário entender que “mudando-se a vida, muda- -se o sentido do escrito para a vida, mudando-se o sentido do escrito, abre-se um novo sentido para a vida” (Por trás das Palavras, p.136). 

Segundo o mesmo autor, era assim que os primeiros crentes em Jesus testemunhavam aos judeus. “Dizendo que Cristo estava neste ou naquele texto vétero-testamentário, os cristãos questionavam a vida dos judeus, pois queriam levá-los ao reconhecimento de uma nova dimensão neste ou naquele setor da vida”. O mais lamentável é que os “judeus, da sua parte, negando o princípio que sempre os guiou na releitura e na reinterpretação do Antigo Testamento, ao longo de toda a sua história, fechavam-se dentro da letra e queriam impor o livro à vida. Em nome desse mesmo Antigo Testamento, não queriam aceitar a nova dimensão cristã da vida e se defendiam contra ela” (Ibid., p.137). 

Em “êxodo permanente”, isto é, em trânsito constante, é preciso que entendamos que “o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Valores que podem e devem ser vividos, exemplificados e expostos à sociedade através de nossa existência. Conquanto a realidade perpétua desses valores, em nossas vidas e em tudo que nos cerca, só será possível com a completude do Reino através da intervenção de Cristo, uma pálida demonstração deles é o suficiente para inspirar a sociedade e levá-la a uma transformação. O contrário desse sacerdócio é religiosidade estéril, e disso mundo está “cheio”. 
 

Artigo extraído da edição 57 da Revista Ensinador Cristão
O LIVRO DE ÊXODO
Título
Êxodo.
Autor
Moisés.
Data e local
Aproximadamente 1450—1410 a.C. Foi escrito no deserto, durante a peregrinação de Israel, em algum lugar da península do Sinai.
Propósito
Registrar os acontecimentos da libertação de Israel do Egito e seu desenvolvimento como nação.
Estrutura
I. Israel no Egito (1.1— 13.20).
II. Israel no deserto (12.1—18.27).
III. Israel no Sinai (19.1— 40.38).
Lugares-chaves
Egito, Gósen, rio Nilo, Midiã, mar Vermelho, península do Sinai e monte Sinai.
Características
Relata mais milagres do que qualquer livro do Antigo Testamento.
Versículo-chave
Êxodo 3.7,10.
Pessoas-chave
Moisés, Faraó, Miriã, Jetro, Arão.
Lugares-chave
Egito, Gósen, rio Nilo, Midiã, mar Vermelho, península do Sinai e monte Sinai.
    
 

COMO SURGIU A IGREJA - LIÇÃO 01 JUVENIS - 1º TRIMESTRE 2014


Texto Bíblico: Atos 2.1-4, 37-47.



10 RAZÕES PARA SE ESTUDAR A HISTÓRIA DA IGREJA  

Prezado professor, você iniciará o ano de 2014 ensinando os alunos acerca de um tema importante: A HISTÓRIA DA IGREJA. Compreender como chegamos à forma atual em que conhecemos a Igreja, é fundamental para compreendê-la. Mas, por que estudar essa história? Existem razões concretas para isso? O historiador eclesiástico James L. Garlow, dá pelo menos 10 razões para estudarmos a história da Igreja:   

1. A história da Igreja nos dá entendimento. Como chegamos até aqui? Um estudo do drama responde esta pergunta. Estudar a história pode torná-lo sábio, ainda que você não tenha cabelos grisalhos ou rugas. 

2. O estudo da história lhe apresenta novos amigos. Onde mais você encontraria Agostinho, João da Cruz, Martinho Lutero, John Wesley ou Charles Finney? Apenas quando investiga o drama, você os encontra. 

3. Você toma consciência do preço que foi pago por você! 

4. Você pode evitar as armadilhas e as terras minadas da história. Diz-se que quem não é um estudioso da história está condenado a repetir os mesmos erros. Não se estuda a história para exaltar a tradição. De fato, a tradição não pode escravizar. Como Richard Halverson declara: “A tradição pode ser perigosa. Ela pode não só modificar a verdade, como também substituí-la totalmente”. O estudo da história nos ensina quais tradições estão desaparecendo, quais precisam ser evitadas, e quais são tão cruciais que devem ser preservadas a todo custo.  

5. O estudo da história melhora a nossa eficácia. Você saberá o que funcionou, o que foi efetivo. Mark Shaw disse tudo isto no título de seu livro “Dez Grandes Ideias Tiradas da História da Igreja”. Você pode e deve aprender com a história da igreja.  

6. A história aumenta a nossa tolerância. Você é encorajado a perseverar quando sabe o que aqueles que vieram antes de você toleraram.   

7. A história o inspirará. A informação pode orientá-lo, contudo, a inspiração o faz persistir. O estudo da história pode inspirar. Tenho esperanças de que este o inspire.  

8. A história traz à vida quem está morto. Meu amigo, Harold Ivan Smith, costuma dizer: “Nenhuma pessoa está morta enquanto alguém continua mencionando o seu nome ou contando as suas histórias”. As figuras históricas vivem de novo enquanto narro estes dramas.    

9. O estudo da história torna-o humilde ao ajudá-lo a entender que havia vida antes de você nascer. John Wesley disse certa vez a Adam Clarke: “Se tivesse de escrever a minha vida, começaria antes do meu nascimento”. Quando perguntei a um amigo por que ele deixara uma igreja recém-formada para juntar-se a uma tradicional, com longa herança, ele respondeu: “Porque eu queria pertencer a algo que já existia em 1900!”.  

10. O estudo da história lhe permite viajar sem sair de sua cadeira favorita. Enquanto você lê estas páginas, visita dúzias de nações, muitas casas, igrejas, escolas, palácios – tudo sem sequer sair de casa. Faça uma boa viagem. 

LIÇÕES BÍBLICAS 1º TRIMESTRE DE 2014

Olá queridos leitores do Blog, queremos informá-lo que devido ao currículo da CPAD ser rotativo as lições das classes do Maternal até adolescentes já foram publicadas aqui em nosso Blog, por este motivo basta você clicar no link abaixo e será direcionado para a lição. Estaremos postando outras atividades e subsídios que possam ajudar cada vez mais sua atividade como professor na EBD.

Jardim da Infânciahttp://ebiblicadominical.blogspot.com.br/2012/01/deus-promete-um-salvador-licao-01.html#uds-search-results
Primáriohttp://ebiblicadominical.blogspot.com.br/2012/01/por-que-precisamos-de-um-salvador-licao.html
Juniores: http://ebiblicadominical.blogspot.com.br/2012/01/jesus-e-o-mestre-dos-mestres-juniores.html
Pré-adolescentes: http://ebiblicadominical.blogspot.com.br/2012/01/quem-sou-eu-licao-01-pr-e-adolescentes.html
Adolescentes: http://ebiblicadominical.blogspot.com.br/2012/01/busquem-sabedoria-licao-01-adolescentes.html

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ATIVIDADES BÍBLICAS - A CRIAÇÃO

Atendendo a pedido de nossa leitora - Rita de Cássia - seguem algumas sugestões para você trabalhar a criação do mundo com seus alunos na EBD. Lembrem-se sempre de adequar cada atividade a faixa etária de seus alunos.

Sugestão de mural - esta sugestão encontramos em um site americano e achamos que é uma excelente ideia para você confeccionar com sua classe de Primários ou Juniores.


Você também pode criar o varal da criação, sugiro apenas que as gravuras sejam um pouco maiores, elas podem ser confeccionadas por você para os alunos colorirem ou deixar que a classe fique responsável pela confecção total doa mesmos.


Já as gravuras abaixo podem ser impressas para confecção de um livrinho da Criação para cada aluno ou também para criação de um mural.












sábado, 13 de julho de 2013

VÍDEO - ESPERANÇA EM MEIO A ADVERSIDADE

Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula.
O pastor Alexandre Coelho ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical falando sobre o tema da lição 2 - Esperança em meio à adversidade.

ESPERANÇA EM MEIO A ADVERSIDADE - LIÇÃO 02 JOVENS E ADULTOS 3º TRIMESTRE 2013

Imagem: apazdosenhor.org

INTRODUÇÃO

I. ADVERSIDADE: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO
II. O TESTEMUNHO DE PAULO NA ADVERSIDADE (1.12,13)
III. MOTIVAÇÕES PARA A PREGAÇÃO DO EVANGELHO (1.14-18)
IV. O DILEMA DE PAULO (1.19-22ss)

CONCLUSÃO

Exemplos de caráter na vida do cristão
Exemplo é uma ação visível que estabelece paradigmas. Em relação à obra de Deus, há paradigmas que precisam ser estabelecidos a partir de exemplos que falam por si só. Por isso, na lição deste domingo, o prezado professor deve enfatizar os exemplos que se esperam na vida dos crentes e, particularmente, na dos ministros em exercício.

Exemplo pessoal
A mídia tem divulgado centenas de maus exemplos a respeito do caráter humano, criando uma falsa sensação de que o exemplo de caráter ilibado não existe mais. Numa perspectiva popular, o caráter expressa a integridade pessoal, a firmeza de atitudes, as qualidades morais e outros adjetivos. Quando a mídia divulga exemplos contrários aos atributos citados, estabelece-se uma sensação de ceticismo em relação ao caráter de uma pessoa, pois não são poucos os casos de corrupção entre líderes políticos, religiosos, empresariais, etc.

O apóstolo Paulo sabia que suas ações poderiam influenciar tanto positiva quanto negativamente as vidas das ovelhas. O apóstolo dos gentios tinha a ciência que qualquer falha de caráter poria em cheque o seu apostolado e a sua pregação. Ou seja, a motivação para se pregar o Evangelho não poderia ser outra que: amor pelas pessoas que não confessam a Cristo como o seu Senhor e Rei.

Uma das tentações no exercício da pregação é a Soberba. Contra ela Paulo afirma que “estão sem entendimento” (2 Co 10.12) os que louvam a si mesmo, medem a si mesmo e se comparam a si mesmo. O exemplo paulino denota que o conhecimento e a eloquência longe da obediência de Cristo (2 Co 10.5) corrompe o caráter , este uma vez corrompido, nunca mais será recuperado. Na perspectiva cristã o bom caráter chega a ser mais importante que bens materiais (Pv 22.1 ) e a ordenança de Cristo é que aonde estivermos, sejamos autênticos servos de Deus para gozarmos de suas bênçãos (Mt 25.23). O exemplo pessoal de quem está pregando o Evangelho, manifestará a sua integridade ou denunciará a sua corruptibilidade.

Reflexão:

“O caráter nunca é comprovado por uma declaração escrita ou oral de convicções. É demonstrado pelo modo como vivemos, pelo comportamento, pelas escolhas e decisões. Caráter é a virtude vivida” (Manual do Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. Rio de Janeiro, CPAD, p. 115.)

A CONDUTA CRISTÃ - LIÇÃO 02 ADOLESCENTES - 3º TRIMESTRE 2013



Texto Bíblico: Daniel 1.4-8

Não é fácil manter uma conduta pautada na Palavra de Deus. Às vezes é difícil fazer a coisa certa, pois podemos ser alvos de chacotas de amigos, ser humilhado ou até mesmo perder a própria vida. Daniel e seus amigos sabiam de tudo isso, mas tomaram o caminho certo, manter-se afastado dos manjares e da vida devassa e profana da Babilônia.

O livro Os Mártires do Coliseu editado pela CPAD, conta a história de vida de Marino que teve uma conduta Cristã passível de elogios e admiração.

Marino era uma criança de aproximadamente 10 anos que professava a fé em Cristo.

Marino foi levado ao prefeito Marciano que o condenou a açoites e ao cárcere por causa de sua fé. Diante do prefeito ele se manteve firme em sua crença em Cristo. Tomado por raiva, Marciano ordenou que o menino fosse fustigado (açoitado). Rapidamente os lictores (oficiais que praticavam torturas) arrancaram a túnica do pequeno e aplicaram-lhe o açoite. Marino não chorou, mesmo sangrando permanecia convicto de sua fé.

Marciano mandou que o levassem para o cárcere, assim poderia pensar em um mecanismo infernal que abalasse o filho do Senador. Após pensar, ele mandou preparar a roda, o fogo, e os demais instrumentos de tortura. Marino foi trazido à presença dele, o menino viu a sua volta todos preparativos para a sua tortura, contudo se manteve firme e convicto de sua fé. Colocaram-no na roda para que o seu corpo fosse esticado e partido em pedaços. Deus viu a fé daquele menino e sua conduta de servo e mandou um raio que destruiu a roda e manteve o menino ileso. Marino levantou-se e apontou para a roda e para o céu, indicando que Jesus era o seu escudo. A ira tomou conta do prefeito que praticou outras torturas contra o menino: um caldeirão em fogo baixo, um forno, as feras (leões, leopardos e tigres). Porém nada adiantou o menino não faleceu, e o que mais lhe irritava era crença de Marino em Cristo que permanecia inabalável. Uma das últimas tentativas de Marciano foi forçar Marino se ajoelhar, adorar e oferecer sacrifícios à estátua de Serapi. Marino se ajoelhou, mas a sua adoração e oração foi ao Deus dos deuses, ao Todo-Poderoso, que ouviu aquela oração e enviou do céu um relâmpago que destruiu a estátua. Todo o povo pensou que veria um menino cristão adorar aquela estátua, porém o que realmente viram foi à glória de Deus.

Maravilhados, professaram que grande era o Deus dos Cristãos. Aleluia!

O Todo-Poderoso ouviu o pedido do menino para livrá-lo das mãos do inimigo, e preparou para ele uma coroa eterna. Marciano decretou a decapitação de Marino, que alcançou o descanso eterno no dia 26 de dezembro, de 284. Marino cumpriu a sua missão, mostrando ao povo que o único Deus digno de adoração e poderoso é Jeová.

O malvado prefeito ainda ordenou que o corpo do menino fosse jogado junto aos cadáveres dos criminosos, escravos e gladiadores do coliseu.

  Alguns cristãos foram buscar o corpo o menino, e encontraram guardas vigiando o local. Por providência divina, uma tempestade com raios e trovoadas os afugentou e os cristãos puderam transportar o corpo de Marino para as catacumbas.

Professor, leia o relato acima para seus alunos, a fim de que saibam que permanecer firmes em Cristo, conduzir a sua vida de uma forma cristã é difícil, mas não impossível. O menino desse relato poderia ter negado a sua fé, ele agradaria o prefeito e talvez voltasse para casa, ou sofreria menos, todavia ele sabia que, agradando ao prefeito perderia a salvação em Cristo. Sempre devemos fazer o que certo mesmo que custe a nossa vida

JESUS NOS APROXIMA DE DEUS - LIÇÃO 02 PRÉ-ADOLESCENTES 3º TRIMESTRE 2013


“Os descendentes de Arão ofereciam sacrifícios diários por si e pelos pecados do povo (Hb 7.37). Porém, o Senhor Jesus ofereceu a si mesmo a Deus como perfeito e perpétuo sacrifício (Hb 7.26,27). Ele era ao mesmo tempo o sumo sacerdote e o sacrifício ‘ santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus’(Hb 7.26; 9.11-15; 1 Jo 2.1,2)”. Lições Bíblicas do 1 Trimestre de 2008 editada pela CPAD.

Os sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes apenas cobriam os pecados para que o homem pudesse manter a comunhão com Deus. Mas, quando Cristo se deu por nós o seu sacrifício foi perfeito, apagando, e não cobrindo, as nossas transgressões. Com o nascimento, morte e ressurreição, Jesus se tornou o nosso único mediador diante de Deus, dando-nos o livre acesso ao Pai.


Boa ideia
Você vai precisar de uma placa de vidro ou um copo grande, caneta hidrográfica, álcool, fita dupla face, algodão e uma tira de papel.

Com a caneta hidrográfica, escreva no vidro ou no copo alguns pecados: homicídio, inveja, mentiras, calúnias, falsidade, fofocas, inimizades, roubo, etc.
Nas laterais do vidro, coloque a fita dupla face. Na tira de papel, escreva a frase “sacrifício no Antigo Testamento”.

Explique aos alunos que no Antigo Testamento os sacerdotes da ordem de Arão foram estabelecidos por Deus para oferecer sacrifícios pelos pecados do povo, e representar o Eterno entre os israelitas. Esses sacrifícios eram imperfeitos porque apenas cobriam o pecado, para que o povo pudesse achar graça diante de Deus, porque Ele é santo e abomina o pecado.

Peça lhes para que leiam o que está escrito no vidro. Comente que esses pecados afastavam e afastam o povo de Deus. Era necessário o sacrifício de sangue de animais limpos, sem defeito, oferecido pelo sacerdote para a cobertura do pecado.

Pegue o papel escrito “sacrifício no Antigo Testamento” e cole sobre o vidro. Pergunte se eles estão vendo os pecados. Assim  era diante de Deus, encobertos. Retire o papel e mostre-lhes que os pecados permaneciam, não tinham sido apagados. Pegue o algodão umedecido com álcool e passe no vidro. Enquanto passa, comente que o Sacrifício de Cristo é perfeito, ele derramou o seu sangue puro e inocente por todos nós, apagando-os completamente não mais cobrindo os nossos pecados diante de Deus. Leia com a classe Hebreus 9.28

O REI DESOBEDIENTE - LIÇÃO 02 JUNIORES 3º TRIMESTRE 2013


Leitura Bíblica: 1 Samuel 14.47-52;15.1-35

 Caro professor da classe de Juniores, a paz do Senhor! Neste domingo a lição a ser estudada tem como tema central a desobediência. No domingo anterior falamos de Saul e de sua coroação. Ele foi o primeiro rei de Israel.

Saul poderia ter sido um excelente rei, mas infelizmente a sua carreira foi marcada por atitudes rebeldes e ações desobedientes. Não que ele não pudesse fazer as coisas certas; ele não fazia as coisas certas. Saul é um exemplo que não pode ser seguido. A obediência é essencial para uma vida cristã bem-sucedida.

Deus também requer obediência de seus alunos. Pode ser difícil ensinar sobre obediência em um mundo que tende a rejeitar a noção da verdade absoluta, há coisas certas e erradas em todos os lugares e para todas as pessoas. Mas felizmente o fato de que as ações certas e erradas têm consequências óbvias é algo que facilita sua tarefa. Por exemplo, a mentira com frequência, leva à traição e à quebra de relacionamentos. O vangloriar-se pode incitar a inveja. Por outro lado, viver no caminho de Deus leva à verdade, ao respeito, à generosidade, à benignidade, ao amor e a um ótimo relacionamento com Deus.

 Converse com as crianças que Deus não nos diz para fazer as coisas de determinada maneira a fim de nos controlar, ou para nos deixar infelizes.

Ele faz isso porque sabe como tornar a vida melhor: “Porque eu bem sei os pensamentos que pendo de vós, diz o Senhor: pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais”, (Jr 29.11). Professor ajude as crianças a perceberem a razão das regras e quem está por trás delas, Deus.

 Sabemos que seguir o caminho de Deus nos leva ao melhor tipo de vida que há, esse tipo de vida não é necessariamente o mais fácil. Aqui na terra, podemos ter problemas ao agir de maneira correta. Afinal pessoas já foram assassinadas por obedecerem a Deus. Comente com as crianças que o verdadeiro sucesso nesta vida é agradar a Deus e obter a vida eterna.

Texto adaptado dos livros: 365 Lições de Vida Extraídas de Personagens da Bíblia e Ensine Sobre Deus Ás Crianças, CPAD

UM FILTRO DE ÁGUA DIFERENTE - LIÇÃO 02 PRIMÁRIOS 2º TRIMESTRE 2013


Texto Bíblico: Êxodo 17.1-7

A criança do primário tem muito energia. Não é normal para eles ficarem sentados, por um longo período. Os planos de aula e as atividades de aprendizado devem ser sempre planejados, tendo em mente essas características. Professor, leve as crianças a aprenderem um versículo por meio de atividades físicas, em vez de simplesmente decorá-lo. Deixe que as crianças andem pela sala para buscarem materiais, jogarem lixo fora ou qualquer outra coisa em vez de ficarem sentadas enquanto você distribui os materiais. Aproveite e inclua em seu plano de aula algumas atividades que requeiram movimentos.

Texto adaptado do livro Como Ensinar Crianças do Primário, editado pela CPAD

Boa Ideia
Você vai precisar dos seguintes materiais: revistas, jornais, tesouras, cartolina e cola branca.

 Distribua as revistas e jornais e peça para as crianças recortarem gravuras como rios, cachoeiras, praias, lagos, etc. Após recortarem, peça-lhes para colarem-nas na cartolina. Utilize esse painel para a explicação da seção Missão Especial contido na revista do mestre para os alunos.
 
 

LIÇÃO 02 JARDIM DA INFÂNCIA 2º TRIMESTRE 2013


Texto Bíblico Jó 1.1-2.10

I.    De professor para professor

Prezado professor, neste domingo o objetivo da lição é que a criança aprenda a adorar a Deus em qualquer situação.

•    A Palavra deste domingo é “Adoração”, aproveite e confeccione cartazes pequenos com desenhos de crianças orando, louvando e ofertando. No decorrer da aula diga: “O amigo de Deus sabe adorar”.

•    Com clareza ensine que podemos adorar a Deus de diversas formas, aproveite para ensinar isso na prática: louvando, orando e ofertando.


II.     Saiba Mais

Adorando a Deus através dos louvores.
O salmo 150 diz: “Louvai-o com o som de trombeta;[...] com saltério e a harpa; [...] com adufe e a flauta”, (Sl 150.3,4). As crianças podem adorar e louvar a Deus com suas vozes e com instrumentos musicais simples. A música pode ser usada durante os momentos de adoração, de forma que as crianças sejam encorajadas responder a Deus pela Palavra e Seus atos poderosos. Extraído Manual de Ensino para o Educador, CPAD.

III.    Conversando com o professor

Se perguntassem a você um exemplo de fidelidade a Deus provavelmente a sua resposta seria Jó. Sabemos que sofreu, perdeu filhos e bens materiais.

Ele assistiu toda a sua vida desmoronar sem saber o real motivo de tanta adversidade. Jó não parou de adorar a Deus e de bendizer o seu santo nome.

Caro professor, você não está livre de ser provado. Há momentos que aos olhos humanos tudo parece está dando errado e que há luta não vai passar. Mas lembre-se do exemplo Jó, que suportou todas as aflições da vida e permaneceu fiel a Deus. Não desista, não esmoreça, confie no Altíssimo Deus. Adore-o incessantemente.

IV.    Sugestão

Você vai precisar de palitos de churrasco, copinhos de café, fitas adesivas coloridas, grãos de arroz ou feijão, cola, cola colorida e tiras de papel com a frase “O amigo de Deus sabe adorar”.

1 - Peças às crianças que enfeitem os copinhos de café com pintinhas feitas de cola colorida.

2 - Após a secarem deposite alguns grãos dentro dos copinhos.

3 - Una os copinhos com fita adesiva colorida.

4 - Fure as bases dos copinhos (meio) transpassando o palito. Por segurança cole fita adesiva na ponta fina do palito.

5 - No palito de churrasco cole a tira de papel com a frase “O amigo de Deus sabe adorar”.

6 – Comente com as crianças que esse chocalho é para ser usado na adoração a Deus
Sugestão de atividades para colorir:
 
 

ORIGEM DA ESCOLA DOMINICAL

Os missionários escoceses Robert (1809/1888) e Sara Kalley (1825/1907) são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florecesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil.

Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio (Colégio Opção, R. Casemiro de Abreu – segundo informações da Igreja Congregacional de Petrópolis). Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.

Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana.

Fonte:ensinodominical.wordpress.com