sexta-feira, 18 de julho de 2014

A ORAÇÃO DE UM BOM VIZINHO - LIÇÃO 3 MATERNAL - 3º TRIMESTRE 2014

Palavra- chave:


Texto Bíblico Gênesis 26.23-33



De professor para professor
 
Prezado professor, neste domingo o objetivo da lição é fazer com que as crianças aprendam que a oração nos ajuda a agir com bondade. 
 
• Faça uma recapitulação da aula anterior. Pergunte qual foi a palavra-chave estudada e qual o versículo aprendido. 
 
• A palavra-chave da aula de hoje é “BONDADE”. Então, durante o decorrer da aula repita a frase: “Papai do céu nos ajuda a sermos bondosos”.
 
Para refletir
 
• “Por três vezes Isaque e seus homens cavaram novos poços. Quando as duas primeiras disputas surgiram, Isaque partiu. Finalmente, houve espaço suficiente para todos. Ao invés de dar início a um grande conflito, Isaque comprometeu-se com a paz. Você está disposto a abandonar uma importante posição ou possessão valiosa para manter a paz? Peça a Deus sabedoria para saber quando se retirar e quando ficar e lutar” (Extraído de Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD).
 
• Professor, “se tivéssemos de usar uma única palavra para responder como é mentalmente a criança do maternal, diríamos: descobridora. A sua curiosidade e constante investigação das coisas, que a impulsionam a mexer em tudo, a querer tocar e ainda levar à boca, são totalmente justificáveis: estão descobrindo o surpreendente mundo criado pelo Pai Celeste” (Marta Doreto). 
 
Regras Práticas para os Professores 
 
Os Vilões da Infância
 
“Durante muitos séculos a sociedade agiu de maneira indiferente com relação à infância. As crianças, de maneira muitas vezes sutil ou subliminar, são pressionadas a serem pequenos adultos. Imitam hábitos e costumes dos adultos e muitas vezes já nem sentem alegria pela infância, seu desejo é alcançar a maioridade.
 
1.As mídias, de modo geral. Em se tratando de poder, as  mídias são atualmente forte instrumentos de influência e manipulação na educação e construção desses novos seres “adultizados”. No Brasil, as músicas que as crianças cantam não são mais tão infantis. As maquiagens, roupas e calçados copiam o adulto como se os gostos fossem os mesmos. As danças sensuais e canções com palavras obscenas já azem parte do repertório preferido dos pequenos. Meninas usam roupas e objetos que estimulam a sexualidade precoce, assistem aos mesmos programas de televisão e falam a mesma linguagem dos adultos. Garotinhas usam salto e meninas de apenas cinco anos de idade já querem se vestir como adultos e já não aceitam usar roupas que possuam qualquer desenho infantil que os faça parecer crianças. Abraçar e pegar na mão do filho é considerado motivo de vergonha. Crianças trabalham e apresentam programas de televisão” 
 
TULER, Marcos. Os Perigos da Adultização Precoce. Ensinador Cristão, ano 11, n. 43,p. 44
 
• Atividade Manual
 
Realize as atividades sugeridas na revista do Mestre, páginas 11 e 12.

Veja no link a história dos poços de Isaque: http://sejaamiguinhos.blogspot.com.br/2012/04/os-pocos-de-isaque.html
você pode imprimir a historinha para contar as crianças.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O PROPÓSITO DA TENTAÇÃO - LIÇÃO 02 JOVENS E ADULTOS 3º TRIMESTRE 2014


Por Thiago Santos  





INTRODUÇÃO  
I – O FORTALECIMENTO PRODUZIDO PELAS TENTAÇÕES (TG 1.2, 12)
II – A ORIGEM DAS TENTAÇÕES (TG 1.13-15)
III – O PROPÓSITO DAS TENTAÇÕES (TG 1.3, 4, 12)
 
A MATURIDADE CRISTÃ ADQUIRIDA ATRAVÉS DAS PROVAÇÕES. TIAGO 1.2-18.
 A vida cristã é um caminho de aprendizado constante onde as experiências, adquiridas em nosso relacionamento com Deus, nos fazem entender as limitações e fragilidades encontradas em nossa natureza humana. Quando somos confrontados em meio às provações, sentimos as nossas fraquezas de forma que rejeitamos a autoconfiança e nos tornamos mais dependentes de Deus. Em seu discurso epistolar, Tiago observa a deficiência humana frente às tentações e admoesta aos cristãos que se alegrem quando forem acometidos de alguma tentação “sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência” (Tg 1.2-3). Nesse contexto, é importante compreendermos a concepção que a igreja da dispersão tinha em relação às tentações. A exortação de Tiago vem esclarecer a mente dos fiéis e aponta para o bom resultado trazido pelas “aflições deste tempo presente” citadas por Paulo (cf. Rm 8.18; Tg 1.12). O cristão precisa compreender os benefícios adquiridos através das dificuldades e de que forma Deus os utiliza para o crescimento e amadurecimento na fé.

Primeiramente é importante enfatizar que há uma diferença entre a “tentação” (gr. peirasmos) e a “tentação” (gr peirazõ) conforme afirma Roy B. Zuck em sua obra Teologia do Novo Testamento (CPAD, 2008, p. 462). A primeira designação nos faz entender a tentação como algo positivo ao crescimento espiritual do crente, isto é, Deus prova os seus servos para o bom aperfeiçoamento da fé (cf. Hb 11.17; Tg 1.2-4). A segunda expressão denota a tentação que vem para desviar o crente da verdade, isto é, a concupiscência da carne que atrai e engoda, e que é incitada por Satanás (Tg 1.14-15; Mt 4.2-10; 1 Ts 3.5). Portanto, a tentação é uma realidade incontestável e, por isso, Tiago exorta a respeito do seu bom resultado na vida cristã.

Os fiéis da dispersão sentiam certo receio por conta das adversidades e também temiam passar por alguma “provação”, pois tinham uma concepção equivocada de que isto significaria o mesmo que uma repreensão divina para atingir a “perfeição”. Na verdade, o que o meio irmão do Senhor descreve é a respeito da bem-aventurança de sermos provados, pois isso evidencia que somos verdadeiramente gerados pela palavra da verdade, para sermos “como primícias das suas criaturas” (cf. Tg 1.12,18). A carta escrita por Tiago tem como objetivo resgatar à obediência aqueles que estavam se desviando do Caminho e precisavam reassumir o compromisso com a Palavra da Verdade. Portanto, Deus, através das provações, não tem a intenção de levar o crente ao pecado, e sim ao crescimento espiritual que caracteriza e autentica a fé. Dessa forma, ao atravessar as tentações sendo pressionado pelas adversidades, o cristão pode contar com o fortalecimento que Deus traz sobre ele mediante cada dificuldade, resultando em amadurecimento e consistência para a fé.

Em segundo lugar, é importante considerar que a origem da tentação não está em Deus, “pois Deus a ninguém tenta. Mas cada um é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tg 1.13,14). O que nos faz entender que a natureza humana está em constante conflito em nosso eu interior, “esperando a adoção, a saber, a redenção do corpo” (Rm 8.23). De fato, a concupiscência presente na natureza humana impulsiona os desejos humanos a pecar contra o Criador, ao que Tiago exorta: “Não erreis, meus amados irmãos” (v. 16). Sendo assim, o cuidado pessoal do crente é fundamental neste processo para que o engodo do pecado não venha sobrepor o comprometimento com a prática da Palavra de Deus. (Tg 1.14,18).
 
Finalizando, o cristão precisa compreender os benefícios adquiridos através das dificuldades e de que forma Deus as utiliza para o crescimento e amadurecimento na fé. A maturidade cristã é adquirida também através desse processo, levando o crente a perseverar em seu compromisso com a verdade (Tg 1.5-8). Tiago leva-nos a entender que o caráter cristão é desenvolvido mediante as adversidades, tal como podemos observar na galeria dos heróis da fé (cf. Hb 11). Assim, podemos definir “maturidade cristã” como uma concessão divina que molda-nos a fim de que saibamos como nos comportar mediante as provações de forma adequada à Palavra da Verdade, adquirindo o conhecimento necessário para o desenvolvimento do caráter cristão. Sabendo isto: a paciência é resultado de uma fé provada e aprovada, e de uma vida que reconhece a plena dependência da providência de Deus (Tg 1.2-4) e entende que o amadurecimento cristão é fruto de um constante relacionamento com Deus onde não há espaço para oscilação. Dessa maneira, somos convidados a ter um firme compromisso com Deus “que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto” o que lhe pedimos. Pois “toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.5-8,17). 

O VALOR DO TESTEMUNHO CRISTÃO - LIÇÃO 2 JUVENIS 3º TRIMESTRE 2014


Texto Bíblico: Mateus 5.13-16,20



Hoje, são notórias as pessoas que buscam a coerência entre o que se “diz” e “faz”. Dificilmente alguém se convencerá de algum discurso, sem que este apresente uma dimensão prática do que se “fala”. Nesse aspecto, nunca foi o objetivo do evangelho executar qualquer pregação sem que uma implicação prática na vida humana seja estabelecida e o firme compromisso de exercitar o que está “dito” e “escrito” pelo Senhor seja fielmente cumprido. 
 
Infelizmente, para alguns, a evangelização oral isenta os seguidores de Jesus da preocupação com temas essenciais e contemporâneos do mundo. Mas será que o nazareno desejou apenas a salvação espiritual da humanidade sem diagnosticar as injustiças que a cercam? O meigo nazareno ensinaria sobre a fome e sede de justiça sem que esperasse dos discípulos o real compromisso de executá-la? Testemunhar a fé cristã é muito mais que comunicar oralmente o evangelho, é vivê-la até as últimas consequências. Quem se habilita? 

Sugestão 
Antes de expor sobre a luz, empregue a ilustração:  “Certo homem, resolveu fazer uma surpresa para a esposa e comprou-lhe uma caixa de  jóias.  Ele colocou o presente na mesa, apagou as luzes, pois o comerciante lhe assegurou que a caixa de jóias brilharia no escuro. Infelizmente, não sucedeu o que ele esperava e não pôde despertar a emoção pretendida na esposa. Esta percebeu o desapontamento do esposo, porém nada disse. Mas na  noite seguinte, a esposa colocou a caixa sobre a mesa  e, para a felicidade de ambos, a caixa brilhou intensamente. A esposa, então explicou-lhe: ‘Você se esqueceu de seguir as instruções: Coloque-me no sol durante o dia, que eu brilharei à noite’”  (Natanael de Barros ALMEIDA. Tesouro de Ilustrações, pág 121-122, Edições Vida nova – relato resumido). Agora, vamos à aplicação: quantos de nós  não leem  as instruções da Bíblia Sagrada, quantos não as seguem! E só poderemos ser luz, transmitir a luz, se a recebermos de Jesus!(PORTAL DA EBD)
VOCÊ PODE IMPRIMIR OU AMPLIAR O GRÁFICO A BAIXO(fonte apazdosenhor.org.br)


O QUE DEU ERRADO COM A FAMÍLIA? - LIÇÃO 2 ADOLESCENTES 3º TRIMESTRE 2014


Texto bíblico: Gênesis 3.1-24; Romanos 1.18-32



Atualmente os dias tem sido difíceis para a família, pois são, na sua maioria, caracterizados por filhos rebeldes e pais descontentes.

A receita certa para uma família perfeita, só a Bíblia tem.
 
Ela nos ensina, não apenas sobre a responsabilidade dos pais, mas também a dos filhos.
 
Boa ideia!
 
Professor, como é do seu conhecimento, neste trimestre estamos falando sobre a família, aproveite e promova uma palestra para os pais. Nessa palestra convide um psicólogo ou irmãos que trabalham com famílias. Você também pode organizar um dia especial para pais e filhos (almoço, café da manhã, gincanas).

Sugestão: escreva no quadro o título da lição e peça que cada aluno, um por vez, escreva o que eles acham que responderia bem a essa pergunta. Depois faça uma breve introdução de acordo com as respostas que foram dadas.

FAMÍLIA: O MELHOR PRESENTE - LIÇÃO 02 PRÉ-ADOLESCENTES


O termo “família” é derivado do latim “famulus”, que significa “escravo doméstico”. Este termo foi criado na Roma Antiga para designar um novo grupo social que surgiu entre as tribos latinas, ao serem introduzidas à agricultura e também escravidão legalizada.
No direito romano clássico a "família natural" cresce de importância - esta família é baseada no casamento e no vínculo de sangue. A família natural é o agrupamento constituído apenas dos cônjuges e de seus filhos. A família natural tem por base o casamento e as relações jurídicas dele resultantes, entre os cônjuges, e pais e filhos.
Se nesta época predominava uma estrutura familiar patriarcal em que um vasto leque de pessoas se encontrava sob a autoridade do mesmo chefe, nos tempos medievais (Idade Média), as pessoas começaram a estar ligadas por vínculos matrimoniais, formando novas famílias. Dessas novas famílias fazia também parte a descendência gerada que, assim, tinha duas famílias, a paterna e a materna.

Efésios 6.1-4


Além de garantir a preservação da humanidade, a família traz equilíbrio à sociedade como um todo. Isso porque a estrutura familiar, devidamente composta por pai, mãe e filhos independentemente da fé, tem, a bênção de Deus, já que essa foi prometida pelo Senhor, primeiro na criação (“Depois o Senhor disse: Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade.” “É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa”. Gn 2.18,24); e depois através da promessa feita a Abraão “... e em ti serão benditas todas as famílias da terra”; Gn 12.3b. Assim, a sociedade que preza pelos valores (bons costumes) familiares, tem a garantia da bênção de Deus e mais qualidade de vida, pois observa um princípio imutável estabelecido pelo Criador. A própria vida social como um todo (trabalho, educação, lazer, convivência), é melhor em uma sociedade que possui famílias estruturadas, pois sua forma de governo sempre beneficiará as pessoas e não o indivíduo.
 
A bênção de Deus está sobre o matrimônio que é o casamento, ou seja, a união legítima de um homem com uma mulher. É bom deixar este assunto bem claro para que ninguém caia no simplismo de dizer que só é abençoada a família ou o casamento entre crentes. Pois sabe-se que têm milhares de pessoas não-crentes que vivem uma vida familiar feliz, pois isto é cumprimento da promessa de Deus sobre a família (texto extraído da Revista de Adolescentes 7, Vivendo em Família, CPAD)
Nesta lição abordaremos o direito e os deveres dos pais e filhos na família. Peça que seus alunos digam com suas palavras o que eles entendem por direitos e deveres. peça que listem em uma folha o que eles consideram ser seus direitos e deveres dentro de sua família. Depois faça uma roda de conversa onde cada aluno vai citar um direito e um dever que ele escreveu e ouvirá a opinião dos colegas sobre o que ele disse. lembre-se professor que você devrá ser o mediador da conversa e sempre trazer o foco Bíblico para o debate.

Para ampliar seu conhecimento professor aqui temos uma matéria do site monte Sião:
CUIDADOS QUE OS FILHOS NÃO PODEM ESQUECER
Os filhos precisam pensar que o relacionamento com seus pais lhes impõe algumas metas para toda a vida.
A recomendação paulina tem duas partes. A primeira, que vamos tratar agora, estabelece:

Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo (verso 1).

PONDO ALGUNS DILEMAS
Certamente, boa parte dos filhos tem dificuldade em colocar este princípio em prática, porque na teoria o aceitam e até desejam vivenciá-lo. O problema é apenas a prática, por causa da natureza humana.
A natureza humana, no entanto, não é o único entrave à prática da obediência aos pais. Há outros obstáculos. Listemos alguns.
1. Quando os filhos ouvem que devem obedecer aos seus pais, podem se perguntar se este é um verbo conjugável à luz dos direitos humanos, simbolizados na proposta da Revolução Francesa (século 18), com seu slogan "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".
2. Podem os filhos ainda se perguntar se precisam obedecer aos pais, já que suas instruções são dadas no interior de ordem humana decaída desde a Queda narrada em Gênesis 3, com reflexos sobre toda a humanidade.
3. Podem os filhos também questionar a necessidade de obediência a pais que têm gostos, opiniões e percepções diferentes das suas, em função de características pessoais ou mesmo de condições de época.

Para sermos mais práticos, podemos pôr os seguintes dilemas:
 
Dilema 1. Um filho que tem um pai (ou mãe) extremamente organizado, em termos espaço e tempo, receberá instruções exageradamente voltadas para manter as coisas organizadas. Acontece que o filho não tem essa característica do seu pai. Está ele obrigado a obedecer a seu pai?
 
Dilema 2. Que fazer quando os pais apresentam aos filhos instruções que estão em franca oposição a claros princípios da Palavra de Deus?
 
Dilema 3. Precisamos enfrentar ainda a realidade de pais que, no interior do convívio familiar, dão instruções conflitantes aos seus filhos, que ficam confusos sobre a quem obedecer. A situação se agrava quando os pais são separados e os filhos passam tempo em casas diferentes, com valores diferentes, com emoções diferentes.

OS SENTIDOS DA OBEDIÊNCIA
Espero ajudar no respondimento a estes dilemas, ao expor o pensamento paulino sobre os deveres dos filhos em relação aos seus pais, considerando a realidade das famílias.

1. Quando ordena "filhos, obedeçam aos seus pais", Paulo convida os filhos a reconhecerem que há uma hierarquia em relação aos seus pais. 
Quando o autor da carta aos Efésios pede obediência dos filhos aos pais, ele diz que esta obediência é no Senhor. Ao usar a expressão "no Senhor", o apóstolo está dizendo que entre pais e filhos há uma hierarquia. Há uma hierarquia entre Deus e o homem; esta é uma ordem espiritual, que não tem como ser negada. O ser humano procede de Deus; o contrário não é possível.
Por analogia, há uma hierarquia entre pai e filho. O filho procede do pai; esta é uma ordem que não pode ser alterada. Pai é pai; filho é filho. Nesta hierarquia, pai vem primeiro, porque chegou primeiro e porque tem tarefas específicas em relação aos seus filhos, tarefas de gerar, cuidar e educar. Esta hierarquia vem da própria ordem natural: filho não gera pai, é gerado por ele; filho não consegue sobreviver, especialmente nos primeiros anos, sem o cuidado do pai; filho não tem conhecimento para legar ao seu pai, tarefa que pertence a este. Mesmo quando há diálogo, e deve haver; mesmo quando há cuidado e educação mútuos, a ordem natural permanece como um ideal, jamais como um convite ao exercício do despotismo paternal ou filial (sim, porque há filhos que dominam seus pais, seja pelo poder econômico ou físico ou emocional, numa total inversão de valores). Ignorar a hierarquia tem conseqüências, geralmente desastrosas, para os filhos.

2. Para ser "no Senhor", isto é, no Senhor Jesus Cristo, esta vivência deve ser tratada como uma exigência de natureza espiritual. A obediência não deve depender da justiça do comportamento dos pais, mas é uma resposta espiritual de uma pessoa que procura viver segundo as exigências próprias da santidade.
Essa obediência é para quem está no Senhor (Colossenses 3.18). Quem está "no Senhor" vive em outra ordem, na ordem da liberdade, mesmo que em submissão externa, na ordem da igualdade, mesmo que o mundo ainda tenha dominadores e dominados, mesmo que homens e mulheres ainda não sejam iguais.
Obediência no Senhor é obediência por causa do Senhor.

3. Em seu convite, Paulo acrescenta que a obediência dos filhos aos pais no Senhor é justa (ou correta, em outras versões).
O primeiro imperativo para a obediência advém da analogia com a hierarquia existente entre Deus e o homem. A segunda razão é de ordem mais humana, posta agora no coração da lógica. Trata-se de algo justo, correto, direito e bom.
Paulo não explica as razões dessa justiça, correção, legitimidade e bondade, mas podemos imaginá-las.

3.1. Ainda bem que é assim, porque os filhos, estando em formação biológica, moral, intelectual e espiritual, precisam dos seus pais. Quando um filho obedece ao seu pai, está reconhecendo que está em formação e que, estando em formação, precisa de apoio para que seu desenvolvimento seja constante e saudável.

3.2. Esta obediência é boa porque os pais, por instinto e amor, querem o bem dos seus filhos. O conflito se estabelece porque os filhos, em busca da liberdade, querem expandi-la ao máximo. Essa busca é explorada pelo mundo, que jaz no Diabo, o pai das mentiras (João 8.44) e procura defender seus próprios interesses. Nessa defesa, ele parece estar ao lado dos filhos, mas só está mesmo ao seu lado. Vem daí a força de sua sedução. Quando o mundo se contrapõe aos pais, tende a ganhar a batalha, porque os filhos lhe são suscetíveis, porque enganados. Mesmo desafiados, os pais continuam a proteger o corpo, a mente e alma dos seus filhos. Ai dos filhos, não fosse esta ferrenha defesa; os filhos já teriam sucumbido, o que acontece quando os pais não cumprem seu papel, por desinteresse ou desistência.

3.3. A obediência é boa porque, posta em ação, lança mão da experiência dos pais, coisa que os filhos não têm; eles vão adquiri-la, mas aí já serão pais, a quem os filhos devem obediência. Parte do conflito pais e filhos decorre de uma capacidade que só os pais têm: eles pensam a longo prazo, ao passo que os filhos não têm ainda esta competência; para eles, o "agora" é o que importa.
3.4. A obediência é boa porque, ao fazê-lo, os filhos estão permitindo que seus pais exerçam uma tarefa que lhes pertence: pastorear seus filhos. Pai é pastor das suas crianças. Aos filhos cabe aceitar este pastoreio.
Filhos, obedecer é bom.

A OBEDIÊNCIA NO CONTEXTO DOS CONFLITOS
Quero aplicar estes cuidados no contexto dos conflitos já referidos.

1. Como obedecer a um pai (ou mãe) que exagera em suas instruções, em função de características pessoais, que não são as dos filhos? 
Bem diretamente: você e seu pai são diferentes, em hábitos, costumes, gostos e preferências. Tem que obedecê-lo quando pede, por exemplo, para ser organizado de um modo que você acha excessivo?
Para responder você mesmo, não por você mesmo, mas no Senhor, isto é, segundo a Sua Palavra, considere:
• saiba que seu pai ama você. Pode não parecer, por sua causa ou por causa dele,
• saiba que por trás do eventual exagero do seu pai (quanto a horários de chegar em casa, por exemplo), há cuidado por você; talvez, quanto mais o seu exagero, maior o seu amor. Ele não faz o que faz por ele: faz por você. Então, aceite o seu cuidado, mesmo que exagerado, e tente alcançar os alvos que ele lhe propõe.
• saiba que seu pai tem mais experiência que você. Seja humilde para reconhecer esta óbvia realidade. Não adianta competir: ele sabe mais porque já viveu mais.
• obedeça ao seu Pai no Senhor. Mesmo que não concorde.

2. Que fazer quando as instruções paternas estão em desacordo com as instruções divinas?Deve um filho obedecer ao seu pai quando, por exemplo, este lhe proíbe que seja batizado? A resposta é "sim".
A hierarquia permanece, mesmo quando o pai erra, mesmo quando falha em sua hierarquia com Deus.
Ore para que aprenda os imperativos divinos. Enquanto a mudança não vem, obedeça-o. Ganhe seu pai pela obediência, não pela desobediência. Se ele, por exemplo, não concorda com o seu batismo ou o seu casamento, espere. Dialogue. Se você o convencer, ótimo. Se não, obedeça-o. É bíblico e tudo que é bíblico é bom para nós. Vale a pena esperar.

3. A que pai obedecer quando, dentro de casa, são dadas instruções conflitantes? Como uma criança ou um adolescente pode obedecer a pais separados, quando estes oferecem instruções contraditórias e confusas para seus filhos?
Eis alguns cuidados neste delicado território, em que há muitas vítimas:
• lembre-se que seus pais, mesmo estando separados, amam você.
• procure manter sua saúde, mesmo que seus pais estejam enfermos emocionalmente.
• ocupe-se em arrancar (no bom sentido!) o que há de melhor em cada um deles, em termos de experiência de vida.
• mesmo que seu pai não mereça ser obedecido, você o obedece como um compromisso feito com Jesus Cristo para uma vida digna do Evangelho. Seu exemplo é o próprio Jesus Cristo. Obediência não deve ser uma resposta, mas uma iniciativa. Ou melhor: um filho não deve obedecer ao seu pai porque seu pai tem feito a sua parte no relacionamento entre ambos, mas um filho deve obedecer ao seu pai de modo unilateral, como uma iniciativa de quem procurar imitar a Jesus Cristo e alcançar os padrões elevados que propõe para todos os seus discípulos.
• em oração, use esta adversidade como uma alavanca para seu crescimento espiritual. Quem sabe este seu sofrimento não seja um megafone de Deus dirigido aos seus ouvidos!

DEUS É CRIADOR - LIÇÃO 2 JUNIORES 3º TRIMESTRE 2014


Texto Bíblico: Gênesis 1.1-31; 2.1-25



CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO
 
 
“Em 1.26-30, encontramos “O Homem Feito à Imagem de Deus.” 1) Um ser espiritual apto para a imortalidade, 26ab; 2) Um ser moral que tem a semelhança de Deus, 27; 3) Um ser intelectual com a capacidade da razão e de governo, 26c, 28-30 (G.B.Williamson).
 
Uma das marcas da imagem de Deus foi Ele ter dado ao homem o status e o poder de governante. O direito de o homem dominar (28) ressalta o fato de que Deus o equipou para agir como governante. A aptidão para governar implica em capacidade intelectual adequada para desejar o mais alto bem-estar dos súditos, apreciar e honrar o que é bom, verdadeiro e bonito, repugnar e repudiar o que é cruel, falso e feio, ter profunda preocupação pelo bem-estar de toda a natureza e amar a Deus que o criou. A aptidão para governar implica em capacidade volitiva adequada para escolher fazer a toda hora o que é certo, obedecer ao mandamento de Deus indiscutivelmente e sem demora, entregar alegremente todos os poderes a Deus em adoração jovial e participar em uma comunhão saudável com a natureza e Deus. [...]
 
A significação especial do homem como a mais sublime criação de Deus é o ponto central desta história. Ela descreve a relação ideal entre Deus e o homem, a qual, por sua vez, é a base para a relação ideal entre o homem e a mulher no casamento. Como ponto contrastante, aqui é mostrada a natureza do pecado que leva estas relações ao caos.
 
A história tem uma seqüência clara. Há um cenário geral (2.4-14), uma ordem (2.15-17), a inserção do ato criativo (2.18-25), um ato de violação (3.1-8), um questionamento (3.9-13), um julgamento (3.14-21) e uma expulsão (3.22-24). Pelo fato de o capítulo 3 conter a narrativa da violação e do julgamento, sem tom de dúvida, medo e raiva é notavelmente diferente do encontrado no capítulo 2, que possui uma atmosfera de paz, harmonia e encanto. (Comentário Bíblico Beacon, 2005, 33-35).
 
 
SAIBA MAIS...
 
Práticas de Leitura / Escrita
 
1. Contra a imposição de livros, pelo gosto de ler!
Em nome de criar o hábito da leitura, as escolas têm gerado aversão pelos livros. No lugar do hábito de ler, então, propomos que se busque criar o gosto de ler. Por que a obrigatoriedade do livro único, com dia marcado para ler? Ler é um prazer e não se pode obrigar ao prazer.
 
2. Livro certo para a idade certa? Livros adequados às séries escolares? Dia certo para terminar a leitura? Livro único para toda a turma? Por quê?
Contra o afã de normatizar, escolarizar e didatizar a leitura, pensamos: livros são objetos de cultura e como tais merecem ser descobertos, conhecidos, apreciados (ou não), discutidos, lidos. Por que aprisioná-los em classes, grades curriculares, idades, fases? Por que homogeneizar quando a pluralidade é o que caracteriza o ser humano e os processos humanos?
 
3. exercícios de interpretação — ou práticas de leitura?
Textos literários, poesias, letras de música submetidos a exercícios repetitivos onde crianças, adolescentes e adultos — todos submetidos a alunos — mais do que praticar a leitura, que é sempre e necessariamente interpretação, buscam um suposto sentido único que teria o texto! E quem define que sentido único é o correto? Com freqüência nem o professor, também este submetido a manuais que ditam o ler, como entender, preencher lacunas, completar frases, numerar colunas, sublinhar, marcar, blábláblá e blá.
 
4. Textos escritos para serem lidos ou para serem corrigidos?
Os professores têm sido leitores dos textos de seus alunos? E os outros parceiros da turma: leem os textos dos colegas? Ou os textos são objeto de uma sádica busca de erros de ortografia, concordância ou regência, ficando a tarefa do professor resumida a assinalar-apontar-marcar erros? Se se quer ensinar regras, que se proponha atividades específicas para essa finalidade! Por que invadir a produção textual tornando-a lugar de martírio? Não será a procura do eros da leitura e da escrita bem melhor que a caça aos erros?
(Sonia Kramer, 1995, p.156-157)
 
 
ATIVIDADES
 
Aproveite que a maior parte dos alunos encontra-se de férias da escola e faça um passeio num lugar onde haja bastante verde (árvores, plantas, animais, etc.). De acordo com a sua possibilidade, entregue a cada aluno ou grupo de alunos uma máquina fotográfica, a fim de que possam registrar aquilo que Deus criou. Se não for possível, peça às crianças que realizem esses registros por meio de desenhos ou recorte e colagem.
 
Quando todos houverem terminado, reúna-os e dê-lhes oportunidade para compartilharem suas experiências e sensações. Por fim, monte um mural com as crianças, valorizando as produções realizadas por elas.

UM FILTRO DE ÁGUA DIFERENTE - LIÇÃO 02 PRIMÁRIOS 3º TRIMESTRE 2014


Professor você poderá confeccionar junto com seus alunos um origami de copo e depois pedir que cada um escreva o texto chave da lição. Para não tomar muito tempo em sua aula leve os quadrados de papel já cortados para distribuir aos alunos. Segue abaixo um vídeo de como fazer um origami de copo


Texto Bíblico: Êxodo 17.1-7



A criança do primário tem muito energia. Não é normal para eles ficarem sentados, por um longo período. Os planos de aula e as atividades de aprendizado devem ser sempre planejados, tendo em mente essas características. Professor, leve as crianças a aprenderem um versículo por meio de atividades físicas, em vez de simplesmente decorá-lo. Deixe que as crianças andem pela sala para buscarem materiais, jogarem lixo fora ou qualquer outra coisa em vez de ficarem sentadas enquanto você distribui os materiais. Aproveite e inclua em seu plano de aula algumas atividades que requeiram movimentos. 
 
Texto adaptado do livro Como Ensinar Crianças do Primário, editado pela CPAD
 
Boa Ideia
 
Você vai precisar dos seguintes materiais: revistas, jornais, tesouras, cartolina e cola branca.
 
Distribua as revistas e jornais e peça para as crianças recortarem gravuras como rios, cachoeiras, praias, lagos, etc. Após recortarem, peça-lhes para colarem-nas na cartolina. Utilize esse painel para a explicação da seção Missão Especial contido na revista do mestre para os alunos.

ORIGEM DA ESCOLA DOMINICAL

Os missionários escoceses Robert (1809/1888) e Sara Kalley (1825/1907) são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florecesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil.

Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio (Colégio Opção, R. Casemiro de Abreu – segundo informações da Igreja Congregacional de Petrópolis). Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.

Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana.

Fonte:ensinodominical.wordpress.com